SARAMPO: TRANSMISSÃO, QUADRO CLÍNICO, CONDUTA e PREVENÇÃO

O sarampo é uma doença infecciosa aguda exantemática causada por um vírus RNA do

gênero Morbillivirus, família Paramyxoviridae. Atualmente, têm sido registrados novos casos de sarampo no Brasil, o que levanta a preocupação com uma possível reintrodução endêmica do vírus, um cenário alarmante para a saúde pública do país.

Nesse contexto, é importante relembrar os principais aspectos do sarampo: suas formas de transmissão, os sintomas mais comuns, possíveis complicações, condutas recomendadas e, sobretudo, a importância da vacinação como medida de prevenção.

Modo de Transmissão:

  • secreções nasofaríngeas (gotículas ao tossir, falar, espirrar ou respirar) e dispersão de aerossóis com partículas virais no ar;
  • O vírus permanece viável no ar/ambiente por até 2 horas;
  • O período de transmissibilidade inicia-se seis dias antes do exantema e dura até quatro dias após seu aparecimento;
  • O ser humano é o único hospedeiro natural do vírus do sarampo.

Quadro clínico:

  • Febre alta, acima de 38,5°C;
  • Exantema maculopapular morbiliforme de direção cefalocaudal (inicia na face e atrás das orelhas, espalhando-se para tronco e membros);
  • Tosse seca (inicialmente);
  • Coriza;
  • Conjuntivite não purulenta;
  • Manchas de Koplik (pequenos pontos brancos na mucosa bucal).

Complicações:

  • Otite média;
  • Diarreia grave;
  • Laringotraqueobronquite;
  • Pneumonia;
  • Encefalite;
  • Panencefalite esclerosante;
  • Subaguda.

Diagnóstico:

  • Clínico (quadro típico + contato com casos);
  • Confirmação com sorologia (IgM) ou IgG (soroconversão);
  • PCR.

Diagnóstico diferencial

  • Rubéola;
  • Exantema súbito;
  • Dengue;
  • Eritema infeccioso;
  • Febre de Chikungunya;
  • Vírus Zika;
  • Enteroviroses;
  • Riquetsiose;
  • Outras exantemáticas.

Conduta frente a caso suspeito/confirmado de sarampo:

  • Não existe tratamento antiviral específico;
  • Isolamento do caso suspeito ou confirmado (por até quatro dias após o início do exantema);
  • bloqueio vacinal seletivo de todos os pacientes e profissionais dos serviços de saúde que tiveram contato com a pessoa que esteja com suspeita ou diagnóstico de sarampo;
  • Notificar imediatamente todo caso suspeito de sarampo em até 24 horas;
  • Realizar busca ativa de casos suspeitos;
  • Suporte: hidratação, aporte nutricional adequado, antitérmicos, vitamina A (prevenção de complicações e redução de mortalidade em crianças);
  • Acompanhar os contatos de casos suspeitos ou confirmados por 30 dias;

Indicação do uso de vitamina A para crianças consideradas como casos suspeitos

de sarampo, segundo faixa etária

Prevenção:

  • Vacinação é a principal medida (tríplice viral: sarampo, caxumba e rubéola).
  • Alta cobertura vacinal é fundamental para evitar surtos.

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