Olá, futuro(a) aprovado(a)!
O Outubro Rosa de 2025 trouxe uma mudança histórica: o SUS agora garante acesso à mamografia a partir dos 40 anos. Como disse o ministro Alexandre Padilha: “Garantir a mamografia a partir dos 40 anos no SUS é uma decisão histórica”. E decisões históricas em saúde pública sempre aparecem nas provas do INEP.
Por Que Essa Mudança Era Necessária?
Os números que justificam:
- 23% dos casos de câncer de mama ocorrem entre 40-49 anos
- 30% das mamografias no SUS já eram realizadas em mulheres < 50 anos
- 37 mil casos de câncer de mama por ano no Brasil
- Principal causa de morte por câncer em mulheres
O problema anterior: Mulheres de 40-49 anos tinham dificuldade de acesso, necessitando histórico familiar específico ou sintomas para conseguir o exame.
A Nova Diretriz: O Que Mudou Exatamente?
Protocolo Atual (2025):
| Faixa Etária | Conduta | Periodicidade |
| 40-49 anos | Mamografia sob demanda em decisão conjunta médico-paciente | Conforme avaliação individual |
| 50-74 anos | Rastreamento ativo (ampliado de 69 para 74 anos) | A cada 2 anos |
| Risco elevado | Avaliação individualizada | Conforme protocolo específico |
O Conceito Chave: “Sob Demanda em Decisão Conjunta”
Significa:
- Não é obrigatório – é uma opção disponível
- Avaliação individualizada de riscos e benefícios
- Orientação obrigatória sobre vantagens e desvantagens
- Decisão compartilhada entre médico e paciente
- Sem necessidade de histórico familiar específico
Outubro Rosa 2025: O Mais Potente da História do SUS
Esta campanha marca uma transformação histórica no rastreamento do câncer de mama no Brasil.
Por que isso importa para o INEP: A combinação de nova diretriz + Outubro Rosa + investimento histórico cria o cenário perfeito para questões sobre rastreamento e políticas públicas.
Pontos de Atenção Para Sua Prova
O INEP Adora Testar:
- Diferença entre rastreamento ativo vs. sob demanda
- Faixas etárias e suas respectivas condutas
- Decisão compartilhada médico-paciente
- Orientação sobre riscos e benefícios
Pegadinhas Clássicas:
- “Obrigatório aos 40 anos” → FALSO (é sob demanda)
- “Apenas com histórico familiar” → FALSO (não é mais necessário)
- “Rastreamento ativo 40-49” → FALSO (é sob demanda)
- “Até 69 anos” → DESATUALIZADO (agora até 74 anos)
Algoritmo Prático Para a Consulta:
Mulher 40-49 Anos Assintomática:
- Questionar sobre interesse no rastreamento
- Explicar benefícios e limitações do exame
- Avaliar fatores de risco individuais
- Decidir conjuntamente sobre a mamografia
- Documentar a decisão no prontuário
Fatores a Considerar na Decisão:
Benefícios:
- Detecção precoce em faixa etária de risco
- Aumento das chances de cura
- Tratamentos menos agressivos
Limitações:
- Falsos positivos (ansiedade, procedimentos desnecessários)
- Sobrediagnóstico de tumores indolentes
- Menor especificidade em mamas densas
Critérios de Risco Elevado
Principais fatores:
- História familiar de câncer de mama/ovário
- Mutações genéticas (BRCA1/BRCA2)
- Radioterapia torácica prévia
- Lesões precursoras (hiperplasia atípica)
- Densidade mamária elevada
Conduta: Avaliação individualizada, podendo iniciar rastreamento mais precocemente e com periodicidade diferenciada.
Palavras-Chave Para Reconhecer na Prova
- “Sob demanda”
- “Decisão conjunta”
- “Avaliação individualizada”
- “Orientação sobre riscos e benefícios”
- “Sem sintomas ou histórico familiar específico”
- “Rastreamento ativo vs. oportunístico”
Vamos Consolidar os Conhecimentos com uma Questão:
Uma mulher de 42 anos, sem comorbidades, procura a Unidade Básica de Saúde para consulta de rotina. Durante a anamnese, ela relata que sua mãe teve câncer de mama aos 55 anos e expressa preocupação: “Doutora, estou com muito medo de ter câncer de mama como minha mãe. Li na internet que agora posso fazer mamografia pelo SUS a partir dos 40 anos. A senhora acha que eu devo fazer? Tenho medo do exame, mas também tenho medo de não fazer e descobrir tarde demais.” A paciente não apresenta sintomas mamários, nega nódulos palpáveis e o exame físico das mamas é normal.
De acordo com as novas diretrizes do Ministério da Saúde de 2025 para rastreamento do câncer de mama, qual é a conduta mais adequada para esta paciente?
A) Solicitar mamografia imediatamente, pois a nova diretriz recomenda rastreamento obrigatório a partir dos 40 anos para todas as mulheres.
B) Orientar que a mamografia só deve ser realizada a partir dos 50 anos, conforme protocolo anterior, pois não há sintomas presentes.
C) Avaliar individualmente os riscos e benefícios do rastreamento com a paciente, explicando que a mamografia pode ser realizada sob demanda em decisão conjunta médico-paciente.
D) Encaminhar para mastologista para avaliação de risco familiar antes de decidir sobre a realização da mamografia.
Gabarito: C
Justificativa: A nova diretriz estabelece que mulheres de 40-49 anos podem realizar mamografia “sob demanda em decisão conjunta médico paciente”. Não é obrigatório (eliminando A), não está restrito aos 50 anos (eliminando B), e não requer encaminhamento automático (eliminando D). A conduta correta é avaliar individualmente os riscos e benefícios, orientar sobre vantagens e desvantagens, e tomar uma decisão compartilhada. Considerando a ansiedade da paciente e o contexto familiar, a mamografia seria uma opção razoável após adequada orientação.
Bastidores do Revalida é Medicina de Prova!



